Fiz um upgrade à receita antiga dos camarões panados com corn flakes. O resultado foi muito bom e fiz numa festa na Aroeira para 30 pessoas, numa sessão de Um chef em sua casa…aprovados com distinção!!
Fazer um chá preto Gorreana bem forte. Reservar e arrefecer.
Esmagar num almofariz o gengibre e a citronella para libertar o máximo de aromas.
Juntar o sumo da lima, a soja e o chá preto. Deixar infundir tudo e com a ajuda de um coador regar os camarões.
Levar tudo ao robot de cozinha e processar. Reservar os preparados no frio.
Ligar a fritadeira, regulando o termostato a 170º (temperatura ideal e de segurança) ou levar a frigideira com óleo abundante ao lume, tendo em atenção que o óleo pode aquecer demasiado e depois queima por fora e não frita por dentro…havendo termómetro, convém medir.
Espetar 2 camarões, passar pelo polme, deixar escorrer um pouco para retirar o excesso e passar os 4 lados pelos flocos de aveia.
Fritar, cerca de 3 minutos e escorrer em papel pardo ou rolo de cozinha.
Espetar numa abóbora, esculpida ou não e fazer um centro de mesa cheio de pinchos deliciosos, para picar!
O resultado ontem, foi este…
Acompanhar com uma maionese de citrinos. Reduzir o sumo de uma laranja e o sumo de uma lima, tirar o zest de ambos e misturar tudo com uma maionese de azeite e pingada depois com Licor de Tangerina, dos Açores .
Salpicar com sal negro, do Hawai e servir.
Take my love, go grab some pumpkins!
Joe Best
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Era inevitável. Referendei e tudo, nas redes sociais, se havia ou não de ter uma Bimby daCozinha.
Criei as hastags #Simby e #Nimby e andei alguns dias a contar votos.
Ganhou o #Simby por 157 votos…a 156!
Já era fã da Bimby enquanto ferramenta de ajuda na cozinha. Sou cookaholic, não tenho como estar muito tempo sem cortar, preparar, filetar, cozinhar. Mas a Bimby faz umas espumas, uns cremes, uns sorbets e umas massas, que não exigem que estejamos presos a essa tarefa, unicamente. Só evoluí o meu multitasking. E a liberdade de nunca mais comprar polpas de tomate ou de frutas e até caldos de carne. A máquina faz-nos até caldos tipo Maggi ou Knorr. Para melhor, muito mais saborosos e naturais, claro!
Do unpacking a começar a usar o robot, foi um instante. Nas primeiras 72 horas quase nem dormi, sempre a cozinhar e a experimentar as várias aplicações com a cabeça sempre a pensar em receitas criadas a partir dali.
No primeiro dia sairam coisas básicas do livro de essenciais. Foi a primeira vez que cozinhei a partir de uma receita escrita, mais por causa de temporizações, temperaturas e processos, do que propriamente ingredientes ou como criar um prato. 30 anos na hotelaria e restauração, a maior parte deles a cozinhar, não são 30 dias ou 30 meses.
Courgetes recheadas, pão ralado com ervas frescas, sumos e limonadas, sorbets e gelados cremosos, fudge, lasanhas deliciosas e muito, muito pão, de diferentes massas.
E finalmente o primeiro prato original…a uma brunesa de vegetais refogados, acrescentei molho de ostra, espumante, perna de porco ibérico cortada em tiras finas e choco limpo. Chamei-lhe Terra Mare e acompanhei com arroz branco feito na máquina, porque não dá trabalho nenhum e fica no ponto, al dente.
E agora que já manifestei o meu encantamento pela Bimby, a receita de hoje…uma prato de pasta de caril, umas gambas com pancetta, ambos salteados em alho e cebola, acrescentado de bechamel e guarnecido de arroz ao qual chamei Carigambelle!
Nota la palissiana: quem tiver Bimby pode fazer as sub-receitas by the book.
Derreter a manteiga em lume baixo, juntar a farinha e misturar bem, com uma vara de arames.
Juntar o leite, emulsionar e deixar cozer em lume baixo, mexendo sempre, porque o bechamel agarra muito ao fundo do tacho.
Reservar.
Juntar tudo num copo misturador e emulsionar com a ajuda da varinha mágica até ficar bem homogéneo.
Levar a cozer em lume baixo, deixar reduzir e engrossar e tirar do lume.
Reservar.
(por pessoa)
Puxar a cebola com a pancetta, até caramelizar ligeiramente.
Juntar as gambas, temperar de sal e ervas e deixar cozinhar por 2 minutos.
Juntar 3 ou 4 colheres de molho branco, deixar ferver e servir de imediato, empratando conforme sugestão na foto abaixo.
Espero que adorem, como eu adorei fazer e degustar!
Take my love,
Joe Best
]]>Depois de uma sessão de Um chef em sua casa, em Oeiras, em que uma das ideias era criar uma receita diferente com Camarão Tigre gigante, saiu esta receita, que depois de correr em fotos pelas redes sociais, foi baptizada por um seguidor, com o nome de Mutantes à Zezinho. Nesse dia, discutia-se a questão de hoje em dia, os chefs darem nomes demasiados extensos aos pratos…
…é claro, que a minha opinião sobre o assunto era mais abrangente. Todos nós aprendemos desde pequenos o nome de pratos que duram e perduram nos nossos hábitos alimentares. Quando se fala em Cozido à Portuguesa toda a gente sabe o que é. Ou um Bacalhau à Minhota ou à Brás. São pratos instituídos, crescemos com eles. A cozinha, está na moda e as tendências, os pratos que surgem, não podem ter um nome que as pessoas identifiquem logo, por isso, os seus criadores lhes dão nomes extensos, para identificar muitas vezes os ingredientes ou até o método de confecção. Há exageros? Claro, mal seria se não os houvesse.
Agora os mutantes…
Ingredientes:
Todas as quantidades a gosto.
Modo de preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Abrir os camarões sem os separar, de modo a que fiquem espalmados.
Abrir as malaguetas e cortar às rodelas ou em tiras finas.
Salpicar de sal, pingar de azeite, acrescentar o zest da lima, espremer o sumo e acrescentar a malagueta.
Ralar queijo a gosto para cima.
Levar ao forno quente por 10 minutos.
Tirar o tabuleiro ao fim deste tempo e refrescar com o vinho moscatel.
Levar ao forno por mais 10 minutos.
Não deixem cozinhar mais do que isto porque fica seco e perde toda a suculência.
Servir de imediato.
Espero que gostem.
Take my love,
JoeBest
]]>Estas viagens ao pôr do sol da Foz do Lizandro, tão frequentes, fazem com que até o vento na cara, o vento que me bate na cara com a janela do carro aberta, me lembre o vento na cara… de menino. Nessa altura, apesar de morarmos em frente ao mar, na Costa de Caparica, o meu pai raramente lá ficava nos tempos livres. E um dos destinos era esta Foz, a do rio Lizandro. Adoro o postal que fica num final de dia…
Desta vez, o objectivo da visita ao Paraíso, era uma caminhada até à Ericeira, de âmbito desportivo e a seguir, a criação de uma salada, para o grupo dos caminhantes.
Pedi para comprarem rúcula, espinafres frescos e queijo ricotta. Trouxeram ricotta nacional, dois requeijões de Seia, frescos e bons. Pensei misturá-los com um pouco de maionese e juntei um godé de paté de marisco, só para prestar homenagem ao mar em frente. Preciosismos…
Estava criado o dressing. Era só juntar um fio de azeite, espremer uma lima e uns riscos de glace balsâmica no final. O improviso está sempre dependente dos ingredientes disponíveis, por isso, um pimento amarelo depois de assado, juntou-se à salada, como topping.
Esta quantidade deu para 4 adultos comerem muito bem e ainda sobrou. Adapte as quantidades à sua necessidade e numero de comensais.
Ingredientes:
Modo de preparar:
Primeiro assar o pimento, pôr dentro de um saco plástico que não esteja furado e deixar suar por 10 minutos. A pele do pimento empola e torna-se mais fácil pelar. Isto evita passar o pimento por água, que lhe tira todo o sabor. Quando estiver pelado, elimine todas as partes brancas internas, que provocam má digestão e corte em tiras finas, para enfeitar a travessa.
Fazer as lavagens e preparação dos legumes, se forem 4ª gama não precisam de ser lavados e arranjados, uma vez que se encontram prontos a comer. Cortei a alface em juliana fina, podem apenas ripar as folhas. Deixemos isso ao vosso gosto.
Juntar tudo num alguidar ou saladeira e misturar. Reservar.
Numa tigela, misturar o requeijão com a maionese e o paté de marisco. Salpicar de sal marinho ou flor de sal e moer pimenta preta. Picar metade das folhas aromáticas, reservar o resto para decorar. Pingar com azeite bom e deixar tudo bem emulsionado.
Para servir, deitar o mix de verduras para uma travessa, fazer montes da mistura de requeijão e espalhar generosamente ao longo da travessa, salpicar com as sementes, voltar a pingar de azeite, enfeitar com as tiras de pimento e terminar com uns riscos de glace balsâmica. Se não usar com frequência, usar o que mais gostar. Espremer um pouco de lima ou vinagre de vinho tinto, por exemplo.
Apesar da noite ser para desportistas, esta salada foi acompanhada com cerveja. Porque é diurética, pois está claro!
Bom apetite, espero que gostem.
Take my love,
JoeBest
]]>No Domingo (depois de uma digressão ao centro do país que começou nuns galos caseiros, vinho caseiro e batatas do quintal, em Bizorreiro de Lavos e culminou em banquete na Quinta da Salmanha, na Figueira da Foz) para festejar o sol que ainda entrava na cozinha, adaptei esta receita de mojitos, que é a única maneira que não gosto de rum, a uma bebida com vodka. À falta de vodka russa, foi mesmo com uma ucraniana…
Modo de preparar:
Esmagar as folhas de hortelã com 1 lima pequena e açúcar a gosto.
Deitar a mistura num copo cheio de gelo, juntar 50 ml de vodka, encher com água com gás e mexer, sem bater, bem ao gosto de Bond, James Bond…
… e bons refrescos, que o bom tempo está a chegar.
Take my love,
JoeBest
]]>No Verão passado, perguntaram-me se também criava bebidas, ou se o meu focus era exclusivo na cozinha.
Como sou um homem do food&beverage, com background de formação de barman da Escola Hoteleira de Setúbal, rapidamente, criei esta fácil e fresca bebida a partir da ideia “caipirinha”… para responder à “provocação”!
Cortar as limas ao meio e com um corte em triângulo eliminar o veio central, voltando a cortar ao meio. Laminar.
Colocar açúcar a gosto e 1/2 lima no fundo do copo e esmagar, misturando tudo muito bem.
Tapar com gelo picado até cima e encher o copo de whisky.
Usar outro copo ou um shaker para ajudar a misturar tudo.
Take my love…
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